segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Seminário Estadual "CRACK Não condene sua vida"


No dia 9 de Agosto deste ano, a equipe de trabalho do CREAS se fez presente no Seminário Estadual “Crack Não condene sua vida”. Este evento objetivou reunir trabalhadores e interessados no assunto, do estado inteiro, para discutir alternativas e trazer notícias acerca do mundo das drogas.
Através da representante do escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime tivemos acesso aos dados do relatório Mundial sobre Drogas (2010), revela os principais dados sobre a produção, tráfico e consumo de drogas em todo mundo. Dentre muitas exposições, a cannabis (popularmente conhecida como maconha) vem sendo apontada como a droga mais consumida e mais produzida no mundo. Outro dado bastante assustador está relacionado a morbidade, cerca de 104 a 263 mil mortes estão associadas ao uso de drogas ilícitas , apesar de aterrorizante, pode servir como um alerta a toda a população.
Muitas vezes fechamos os olhos para a droga considerada a porta de entrada para iniciação do uso de drogas ilícitas: o álcool. Acredita-se que a maioria dos adultos do mundo ocidental já tenha experimentado algum tipo de bebida alcoólica, neste sentido devemos direcionar nossa atenção não somente ao Crack, mas também a estas drogas, aparentemente inofensivas, mas que causam grande prejuízo a saúde de seus usuários e familiares.
Em meio de discussões, sabe-se que não existe ao certo a abordagem ideal e “infalível” no tratamento da dependência química, porém sabe-se que é extremamente necessário uma visão estratégica e integrativa acerca deste problema.
É de fundamental importância que se tenha humildade, parceria e foco nas ações em rede. Onde todos os profissionais tem seu conhecimento e importância dentro desse trabalho que deve ser realizado com muita ética e respeito. Como encerramento, fomos contempladas com a belíssima apresentação da Orquestra SESI/METASA do Projeto “Sinal Verde para a Vida”.
Janaína, Djenane e Renata

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CMDCA realizou encontro com candidatos ao Conselho Tutelar

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente realizou na última quinta-feira, dia 21/07/2011, com início às 15 horas no plenário da Câmara Municipal, encontro com os candidatos inscritos ao processo de escolha dos membros do conselho tutelar, juntamente com as diretoras das escolas municipais. A Presidente da Comissão Eleitoral, Caroline Azambuja salientou “este encontro não fazia parte do cronograma previsto para o processo eleitoral que decorre, porém, foi de grande valia para todos interessados em trabalhar na área, já que dispomos no município de profissionais experientes”.
A psicóloga Renata Pfütze e a Assistente Social Djenane Almeida, que são profissionais do CREAS, abordaram o tema “A articulação da rede de proteção da criança e do adolescente”, explanando sobre a rede sócio assistencial, o papel do conselheiro tutelar, a violência em qualquer faixa etária, intensificando esta contra criança e adolescente. Devido à experiência profissional, elas falaram sobre o trabalho no CREAS e deram dicas de como conselheiros tutelares atuam, abordando situações reais. A Presidente do CMDCA, Cristina Lichman intensificou as falas também com sua experiência.

fonte: http://www.butia.rs.gov.br

VI Conferência Municipal de Assistência Social

Aconteceu nessa terça-feira (26), a VI Conferência Municipal de Assistência Social, no Clube Butiá, com a presença das palestrantes Carine Medeiros da Costa – Técnica de Serviço Social do município de Cruz Alta e Gicélia Barbosa Carvalho – Secretária Municipal de Desenvolvimento Social de Cruz Alta, Presidente do COEGEMAS/RS e membro da CIB/RS. As palestras foram sobre os seguintes temas: “Estratégias para estruturação da Gestão do Trabalho no SUAS”, “Reordenamento e qualificação dos Serviços Socioassistenciais”, “Fortalecimento da Participação e do Controle Social” e” A centralização do SUAS na erradicação da extrema pobreza no Brasil”.No decorrer da Conferência teve apresentações de trabalhos em grupo, a Eleição dos Delegados e uma Apresentação Cultural referente ao Projeto ASEMA e PROJOVEM Adolescente CRAS/Butiá. Em relação à Eleição, ficou assim constituído: Delegados Governamentais Titular: Djenane Beatriz Machado AlmeidaSuplente: Mara Regina Rodrigues da Silva Delegados Não-GovernamentaisTitular: Luciana Machado de OliveiraSuplente: Teresinha Silva Rosa 
Os delegados escolhidos representarão o município na Conferência Estadual que será realizada em outubro.


Fonte: http://www.butia.rs.gov.br

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Violência de Gênero


A violência é caracterizada por toda e qualquer forma de relação que pressupõe abuso de poder. A violência de gênero envolve ações ou circunstâncias que submetem unidirecionalmente, física e/ou emocionalmente, visível e/ou invisivelmente as pessoas em função de seu sexo. Isso significa que não apenas as mulheres sofrem violência, mas em alguns casos também são as agressoras.
Observa-se que a violência contra a mulher tem sido um tema muito abordado, especialmente depois da instituição da Lei Maria da Penha em 07 de Agosto de 2006 que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.
Todos os dias assistimos nos telejornais barbaridades referentes a este tipo de violência, caracterizada por “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”. Esta definição aponta para um amplo leque de situações que podem ser consideradas violência, não apenas no seio familiar, mas em qualquer outro lugar.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as consequências do abuso são profundas, indo além da saúde e da felicidade individual e afetando o bem-estar de comunidades inteiras. Neste sentido, podemos exemplificar com o trabalho desenvolvido no CREAS, onde famílias inteiras sofrem, necessitando apoio profissional da equipe.
A violência contra a mulher e demais formas de violência acontecem porque infelizmente em nossa sociedade muita gente ainda acha que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência. Muitas vezes uma associação de fatores como sociedade, álcool, poder, drogas, ciúme, etc.
O que pode ser feito? Primeiramente deve ser efetuada a denúncia nas delegacias especializadas de atendimento à mulher ou denúncia em qualquer delegacia. No momento do registro da ocorrência, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Se a mulher achar que a sua vida ou a de seus familiares (filhos, pais etc.) está em risco, ela pode também procurar ajuda em serviços que mantêm casas-abrigo, que são moradias em local secreto onde a mulher e os filhos podem ficar afastados do agressor. Dependendo do tipo de crime, a mulher pode precisar ou não de um advogado para entrar com uma ação na Justiça. Se ela não tiver dinheiro, o Estado pode nomear um advogado para defendê-la.
Após este primeiro passo, a mulher deve ser encaminhada para atendimento psicossocial. No CREAS, é acolhida por uma equipe multidisciplinar, onde recebe apoio imediato e suporte para o enfrentamento da situação.
Muitas vezes a mulher se arrepende e desiste de levar a ação adiante por inúmeros motivos que devem ser compreendidos. É comum sofrerem ameaças contra si, filhos e outros. Neste sentido está a importância de não fazer julgamentos, mas sim entendimentos acerca da situação vivenciada por ela.

Não se acostume a conviver com a violência. Denuncie! O silêncio é cúmplice da violência!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A questão da Homossexualidade


Um tema bastante polêmico na atualidade é a questão da homossexualidade. Até a década de 70 a homossexualidade era tratada como uma patologia, desvio sexual, perversão e etc. Desde então iniciam-se estudos sobre a homossexualidade, modos de vida, dificuldades, situação familiar dentre outras questões.
Em entrevista para a revista Psique (Ciência e Vida), o Psicólogo Klecius Borges afirma que a homossexualidade não é um problema no desenvolvimento da criança. É uma condição natural e espontânea do ser humano. Faz parte de sua natureza. Homossexualidade é uma expressão da sexualidade humana, uma variação das possibilidades afetivas, seu maior problema é a homofobia.
Culturalmente o indivíduo cresce na sociedade ouvindo coisas negativas a respeito de ser homossexual, o que gera uma série de preconceitos e desconhecimentos sobre a homossexualidade. Atualmente não existem mais homossexuais do que antigamente, existe sim maior liberdade de expressão. Ninguém escolhe a orientação do desejo sexual.
Existe anseio de mudar a maneira como a questão da homossexualidade é vivida e tratada, no entanto ainda não há uma legislação que proteja os homossexuais de abusos.
Enquanto equipe, nós do CREAS, assim como a sociedade em geral, temos o dever de respeitar as mais diversas formas de Amar do ser humano, inclusive a união homoafetiva. Vamos abrir nossas mentes!!!

Equipe CREAS/Butiá


terça-feira, 10 de maio de 2011

18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes

Este é um dia muito significativo que não merece comemoração, mas sim indignação pelo aumento absurdo do número de casos de crianças e adolescentes que sofrem todos os dia vítimas de abuso e exploração sexual dentro ou fora do lar.

Programação:
09:00 – Abordagem de carros para entrega de adesivos no centro da cidade
13:00 – Caminhada pela comunidade
16:00 – Encontro em frente ao Palco de Eventos
          - Manifestações e protestos
- Apresentações com os Grupos Projovem e ASEMA
19:00 – Palestra para Curso de Psicologia na ULBRA (São Jerônimo)

Esquecer é Permitir, Lembrar é Combater!

CREAS - Centro de Referência
Especializado de Assistência Social
Contra a Violação de Direitos

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Menino morre por negligência



Um adolescente de 15 anos foi encontrado morto dentro da própria casa no bairro Jardim Vaz de Lima, Zona Sul de São Paulo. A principal suspeita é a mãe do menino. Ela foi presa, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, porque havia claros sinais de desnutrição do jovem. A polícia investiga se a mulher teria matado o garoto de fome. Oficiais informaram que o estado da vítima indicava que o menino não comia há muitos dias.
Ainda de acordo com informações policiais, o adolescente ficava trancado em um quarto escuro e, quando se agitava, a mãe o amarrava com cordas. No cômodo foi encontrado um frasco de remédio para combater carrapatos. O medicamento foi apreendido e encaminhado ao Instituto de Criminalística de São Paulo.
Outra filha da mesma mulher, de 4 anos, também apresentava sinais de desnutrição. Com a prisão da mãe, a criança foi levada para a casa de parentes. O caso está sendo investigado pelo 92° Departamento Policial (Parque Santo Antônio).
Fonte:Meia Hora

Porque trazer em nosso blog esta notícia tão triste?? Nosso papel técnico no CREAS não é julgar qualquer ação, ao longo de nossas vidas nos deparamos diariamente com situações semelhantes a esta, simplesmente não podemos deixar que isto se torne comum. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever de qualquer cidadão zelar pela proteção das mesmas, então a responsabilidade é nossa.
Apóie nossa luta contra a violência, não vamos deixar que situações como esta ocorram novamente. Denuncie, não seja cúmplice! Vamos fazer valer os direitos das crianças e dos adolescentes.
Janaína Almeida Nogueira
Educadora Social do CREAS
Formanda em Psicologia